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22 de Agosto de 2014 | 22:15

Cultura na praça

Cultura na praça

Juliana Guimarães

Confesso estar meio perdida para escrever a coluna de hoje. Quem me conhece – ou pelo menos leu minha coluna “O Pensador” – sabe o quanto sou atraída pelo tema da aula coletiva realizada na última quarta-feira, 20, no coreto da Praça da Liberdade: “Pense bem: desenvolvendo o pensamento crítico através da música”.

O evento faz parte do projeto Ocupa Coreto, organizado pelo Coletivo Vinagrete, e foi ministrado pela dupla Mais que 2. Eis a minha inquietude: falar sobre o tema da aula, sobre o “cativando talento dos músicos”, ou sobre a inovadora proposta do projeto? Sinto-me na obrigação de discorrer um pouco sobre tudo isso. Mas, como devo ser breve, é muito provável que volte a tais pontos em outras oportunidades.

Para começar, devo parabenizar os integrantes do Coletivo Vinagrete pela iniciativa de levar o conhecimento e o debate às ruas.  Uma pena que haja pouca adesão dos jovens da cidade – dos 2,5 mil convidados para o evento na página do Facebook, apenas 71 confirmaram presença e menos do isso de fato compareceram. Nas aulas, que começaram em 2013, são abordados os mais variados temas, como história, literatura, música, cinema e por aí vai...

Agora, nenhum outro nome representaria melhor a dupla. Sem falar nas vozes e na qualidade do repertório, fechando os olhos era possível jurar que havia uma grande banda presente, tantos eram os instrumentos em execução. Não tenho nenhum estudo musical e não sei quase nada sobre notas, timbres etc. Mas basta ter ouvidos para perceber que o talento esbanja dos músicos Letícia Azevedo e Gabriel Lobo.

Finalmente, teço comentários sobre o evento em si. Entre algumas colocações que foram feitas, quero destacar a passividade do público em geral em relação ao consumo das músicas. A questão da qualidade musical é um tema controverso e subjetivo, afinal, opinião é igual a... pescoço – cada um tem o seu. O ponto é: o mercado musical está aí e seu objetivo é óbvio: vender. Produzir o que atinge às massas. O que gruda na cabeça. A famosa música chiclete.

Nada contra. Tudo bem ouvir um lepo...ops...melhor não citar nomes. Como eu ia dizendo, tem música que é legal dançar na balada, ouvir no churrasco, coisa e tal. Mas te acrescenta o quê? Faz você  sentir o quê? Pensar sobre o que? Vai ouvir só porque está na moda? Porque todo mundo ouve?

Certa vez eu mesma me surpreendi enquanto ouvia música no celular. Estava no modo aleatório e, de repente, passou de Chico Buarque para Blink 182. Gosto de ouvir de tudo. Conhecer novas bandas, novos ritmos. Não tem como saber se eu gosto antes de ouvir. São novas experiências, e isso abre a mente.


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