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15 de Janeiro de 2010 | 11:00

Escolas bilíngues: o futuro da educação

Escolas bilíngues: o futuro da educação

Renata Maia

Em tempos de globalização, saber Inglês é fundamental. Por isso, muitos pais precavidos estão optando por matricular os filhos em escolas bilíngues. A oportunidade de conviver desde pequeno com um segundo idioma permite que o aprendizado ocorra de forma mais fácil e natural. Este é o caso de Hugo Esteves Rinaldi, que desde os 4 anos de idade estuda em uma escola bilíngue. Quando questionado sobre as matérias que mais gosta, Hugo não tem dúvidas: “Prefiro as aulas de Matemática e Inglês”.

Fundada em 2004, a Escola João de Barro, localizada dentro do condomínio Granja Brasil Resort, foi pioneira em oferecer o ensino bilíngue na região Serrana. Através de um material didático desenvolvido especialmente para este tipo de ensino, as aulas são ministradas de forma descontraída e divertida. No sistema Twice Bilingual Programs, método de ensino utilizado pelo colégio, o segundo idioma não é tratado apenas como objeto de estudo, mas como um veículo de imersão. Através de atividades lúdicas, os alunos passam a ter contato com a Língua Inglesa desde o maternal. Os alunos não aprendem apenas conversação ou gramática. A imersão na Língua Inglesa também é feita através das aulas de Matemática, Ciências e Estudos Sociais.

Além disso, o colégio oferece um espaço destinado exclusivamente ao ensino do segundo idioma. A English Room é um espaço frequentado diariamente pelos alunos do 2º ao 5º ano do Ensino Fundamental. Durante as aulas, a conversa flui tranquilamente fora do Português, bem diferente das aulas semanais de Inglês oferecidas nos colégios tradicionais. Na English Room, a frase mais ouvida é: “Teacher, come here!”, já que nenhum dos alunos perde a oportunidade de tirar uma dúvida ou conhecer o significado de uma nova palavra. Para os estudantes, estar nessa sala é uma grande brincadeira. “Resolver um problema matemático em Inglês é a mesma coisa que resolvê-lo em Português. A única diferença é que temos que interpretar um texto que está em outro idioma. Não é nenhum bicho de sete cabeças”, conta o aluno Carlos Augusto Coutinho, de 10 anos. Para a professora Poliana Marques, a vivência no segundo idioma também é um fator primordial. Por isso, a escola promove atividades externas para que os estudantes possam praticar o Inglês fora do ambiente escolar.

Considerada por muito tempo um perigo para o desenvolvimento da criança, hoje a educação bilíngue é vista de maneira bem diferente. O aprendizado simultâneo evita possíveis pressões psicológicas no futuro. “Na adolescência ou na fase adulta, é muito mais difícil o indivíduo se habituar às palavras de uma nova língua. O aprendizado nesta etapa também é mais complicado”, comenta a psicóloga Jaqueline Guimarães. “Além disso, o ensino bilíngue proporciona uma facilidade maior do estudante se movimentar em universos e culturas diferentes”, conclui.


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