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24 de Outubro de 2014 | 21:11

Lhes apresento Jay Vaquer

Lhes apresento Jay Vaquer

Juliana Guimarães

Jay Vaquer. Alguém aí conhece? Pois bem. Ele não está nas grandes mídias, mas, com 14 anos de carreira musical, possui sete álbuns em sua discografia. Em 2004, vi o clipe de “Pode Agradecer”, música do disco Vendo a Mim Mesmo, e curti. No ano seguinte, Jay lançou seu terceiro cd, Você não me Conhece, e mais uma vez me deparei com um clipe bem diferente na programação da MTV. “Cotidiano de um Casal Feliz” foi seu maior sucesso e estava no Top 20 da emissora, sendo veiculada nas rádios cariocas.

A partir de então não teve jeito. Virei fã. O problema é que depois desse estouro, suas músicas não chegavam mais até mim. Eu precisava procurar. Procurei e a cada descoberta me fascinava mais com a forma direta, singular e, muitas vezes, debochada do seu trabalho. Após 10 anos de encantamento eu finalmente consegui. Não só fui ao show, realizado no Sesc Quitandinha no último  sábado, como também tive o privilégio ir ao camarim e bater um papo com ele – era para ser uma entrevista, mas foi mais um bate-papo mesmo rs.

A maioria das suas músicas são espécies de crônicas. Apresentam personagens e histórias bem descritos. Comportamentos dos mais estereotipados àqueles que dificilmente imaginaríamos. Durante a conversa, eu percebi tamanha espontaneidade quando, ao perguntar por que ele fazia músicas assim, quase que com críticas comportamentais, ele respondeu que “escrevia porque precisava”. Sua inspiração, segundo ele, pode vir tanto de uma experiência própria quando de um filme que assistiu. Uma situação real combinada com fantasia.

Questionei em que estilo musical ele se classificava e ele disse: “Música Sincera”. E se eu já concordava, depois de conhecê-lo eu tenho certeza dessa afirmativa. Ele admite que seu público é variado e variável. De faixa etária diversa, quem o acompanha, geralmente, se identifica com aspectos do seu trabalho, que muitas vezes reflete o dia a dia visto de outra ótica. Pela intensidade da sua música, qualquer alteração nesse olhar, seja por parte do artista ou do ouvinte, pode gerar um grande distanciamento entre as partes. Bom...eu por enquanto estou olhando juntinho rs

Por último, falamos sobre a questão do mercado, que parece não abraçar o seu trabalho. O que pode, em parte, acontecer pelo conteúdo de suas letras , que não atendem à lógica mercadológica musical que percebemos por aí, também é atribuído por ele à própria falta de investimento em meios maiores de divulgação.

Seja como for, ele não se lamenta. E nem teria por quê. No show, todo mundo cantava empolgado por estar na primeira apresentação que ele realizou em Petrópolis. Uma das melhores partes foi quando ele recitou um monólogo criado para personagem de “Longe Aqui”. No final, ao anunciar que cantaria a última música, o público começou a fazer os seus pedidos. Afinal, seria impossível cantar 14 anos de carreira em um único show. Mas ele fez o que pode para agradar a todos. À medida que os pedidos eram gritados, ele cantava trechos das músicas, à capela.  Amei.

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