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16 de Maio de 2014 | 21:15

Grupos teatrais enriquecem a cultura serrana

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Coletivo Teatral Komos

Juliana Guimarães, especial para o Notícias da Serra

Apesar das dificuldades que a arte sempre encontra, a Região Serrana é rica em grupos de teatro, que já estão se tornando tradicionais nas maiores cidades. Em Teresópolis, o grupo Pirueta existe há 23 anos e tem forte atuação no município. Mas os teresopolitanos não são os únicos que contam com artistas engajados. O Coletivo Teatral Komos está em Petrópolis desde 2008, e trabalha com várias parcerias para a realização de projetos.

Em 1994, Nara Zeitune deixava a cidade do Rio de Janeiro com destino à Teresópolis, onde conheceu o Grupo Pirueta, criada três anos antes, por Jeanette Albuquerque. Vinte anos depois, as duas são as únicas integrantes fixas da equipe. Elas atuam, dirigem e até confeccionam os figurinos. “Nós temos um repertório vasto e levamos nossos projetos para várias instituições. Quando necessário, convidamos outros artistas a participar das peças”, explica Nara, frisando que o Pirueta busca apresentar temas relevantes à sociedade. “Nós sempre falamos sobre transformação. Não acreditamos na arte pela arte. O teatro precisa ser educativo”, afirmou.

Um pouco mais novo, mas não menos expressivo, o Coletivo Teatral Komos conta atualmente com 37 atores, entre 16 e 50 anos. Fundado em Santa Catarina por um grupo de amigos, o Coletivo esteve na Região dos Lagos entre 2006 e 2007, chegando a Petrópolis em 2008 junto com Thiago Freire, o único dos fundadores que ainda integra o grupo. “Quando eu morava no Sul, eu e alguns amigos começamos a fazer projetos independentes e a coisa deu certo”, lembra Thiago. Os grandes espetáculos acontecem cerca de três vezes ao ano, mas os trabalhos são permanentes. “Nós temos conquistados vários espaços. Este ano, conseguimos uma parceria com a Fundação de Cultura, que nos cedeu espaço para os ensaios e estamos sempre realizando esquetes em parceria com a Confraria da Poesia Informal”, relata o fundador do Coletivo.

Diferentemente de outros artistas, Thiago não pensa em sair da cidade. “A intenção é enriquecer cada vez mais a cena cultural de Petrópolis. Em vez de buscar espaço fora da cidade, estamos com projetos de trazer festivais de teatro pra cá”, conta o artista.

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