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24 de Julho de 2017 | 16:45

Petrópolis recebe espetáculo "Mercedes"

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Foto: Felipe Alencar

Redação

'Mercedes', espetáculo do Grupo Emú que celebra vida e obra da bailarina e coreógrafa Mercedes Baptista - um dos maiores ícones da cultura negra no Brasil - fará sete apresentações no Festival X-Tudo SESI Cultural - Edição Cultura Negra, de 14 a 28 de julho, nas cidades do Rio de Janeiro (Centro e Jacarepaguá), Campos dos Goytacazes, Duque de Caxias, Itaperuna, Macaé e Petrópolis. As sessões serão precedidas por uma Oficina de Dança Afro-brasileira e Tendências Contemporâneas para Dança, ministrada por Fábio Batista e acompanhamento percussivo de Kaio Ventura.

Bailarina de formação erudita, Mercedes Baptista (1921-2014) foi a primeira mulher negra a compor o corpo de baile do Theatro Municipal do Rio de Janeiro. Pioneira da dança moderna brasileira e principal responsável pela disseminação das alas coreografadas do carnaval carioca, Mercedes é referência internacional da dança afro-brasileira.

'Mercedes' é o primeiro projeto de construção cênica e pesquisa em Teatro Negro do Grupo Emú. Mais de 3.000 pessoas já assistiram ao espetáculo que estreou em maio de 2016 na Arena do Espaço Sesc, em Copacabana, e já participou de importantes festivais e mostras brasileiras, como a Mostra Benjamin de Oliveira, em Belo Horizonte (MG), e a Mostra Olonadé, da Cia dos Comuns, no Rio de Janeiro.

A montagem assinada pelo Grupo Emú marca a apresentação de um grupo formado por artistas interessados em investigar e aprofundar uma ótica negra no cenário artístico contemporâneo, trazendo aos palcos uma linguagem cênica peculiar à estética negra como resultado da pesquisa dos movimentos coreográficos criados pela bailarina, utilizados como signo corporal-interpretativo. 'Mercedes' é fruto de uma linguagem de pesquisa afro fisicalizada e de uma dramaturgia que mescla o real e o ficcional.

A música é utilizada como signo poético de representação da ponte entre a formação clássica e os conhecimentos das danças negras, através da junção de instrumentos eruditos com os tambores de matrizes africanas. O universo da ficção submete um retorno às expressões afro-brasileiras, através da apresentação de uma narrativa em torno da construção da identidade negra na dança brasileira, contada a partir de fatos reais e fictícios da vida da personagem título.

No espetáculo, nomes de diferentes gerações fazem-se presentes dando credibilidade à obra. A personagem protagonista é vivida por Iléa Ferraz, Sol Miranda e Shirlene Paixão. Na liderança artística, Fabiano de Freitas supervisiona duplamente a direção de Thiago Catarino e Juracy de Oliveira e a dramaturgia de Sol Miranda e Cássio Duque, Sérgio Pererê na direção musical, Kadú Monteiro na composição original e Kaio Ventura na composição rítmica original. Paulo César Medeiros no desenho de luz, Priscila Lacerda na preparação vocal. Além de contar com Charles Nelson, Fábio Baptista, Elton Sacramento e Mestre Jagunço na preparação corporal original. As coreografias e Direção de movimento são de Fábio Baptista

Oficina gratuita de dança afro-brasileira e tendência na criação da dança afro contemporânea

A oficina promove o contato dos alunos com a dança afro-brasileira a partir da técnica formatada por Mercedes Baptista, obtendo bases para a entrada do estilo contemporâneo no processo de criação coreográfico. A dança moderna é o eixo estrutural para capacitação do corpo, ou seja, o trabalho de flexibilidade e força. Ao final, o resultado será uma célula coreográfica com a contribuição de todos os participantes a partir da experiência vivida na oficina.

A proposta é dialogar com técnicas contemporâneas, como laban, pilates e hip-hop, incorporando ao sistema de aula movimentos que façam essa junção de estilos sem comprometer a essência da dança afro. A oficina também evidencia as histórias da formação da dança, a contribuição de seus mestres e todo o cunho folclórico abraçado por Mercedes Baptista.

Professor: Fábio Costa - Coreógrafo, bailarino e diretor da Cia. Clanm de Dança Afro Contemporânea, da Escola Carioca de Dança Negras e do Projeto “PoDE-C Andaraí! ”. Fábio também é membro da Comissão Artística do SPDRJ.

Duração: 90 min / Capacidade: 25 pessoas /  Público-alvo: bailarinos, atores, estudantes de dança / Vagas: 25 por aula / Classificação etária: 14 anos 

Festival X-Tudo SESI Cultural - Edição Cultura Negra

O Festival X-Tudo SESI Cultural nasceu em 2010 para democratizar o acesso à cultura no estado do Rio de Janeiro, levando para os palcos dos teatros da rede SESI a diversidade cultural através de espetáculos de música, dança, artes plásticas, cinema, teatro, além de oficinas de diversos temas, sempre com preços populares. Ao todo são sete espaços: Campos, Caxias, Itaperuna, Macaé, Petrópolis, além de Jacarepaguá e Centro, na cidade do Rio de Janeiro.

O projeto, realizado pelo SESI Cultural, oferece ao público um panorama do cenário cultural da atualidade, abrindo espaço tanto para artistas já reconhecidos nacionalmente como para novos talentos locais. Além disso, estimula a interação dos artistas participantes com profissionais reconhecidos em seus segmentos, através da realização de oficinas e palestras gratuitas.

O evento é reconhecidamente um dos grandes projetos do Sistema FIRJAN e um dos mais atuantes no cenário artístico do estado do Rio. Em 2017, o projeto X–Tudo discute a Cultura Negra e seus desdobramentos sociais, políticos, artísticos, entre outros.

Serviço:

28.07

Theatro Dom Pedro

Oficina: 14:00h (Fechada para alunos)

Apresentação: 20h

Valores: R$10,00

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