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29 de Abril de 2011 | 11:22

Glória Kalil deu dicas para os industriais petropolitanos

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Consultora de moda Glória Kalil

Redação Notícias da Serra

A consultora de moda Glória Kalil apresentou, na última quarta-feira (27/04), no Theatro Dom Pedro, uma palestra sobre os Rumos da Moda. No encontro, Glória mostrou um panorama do mundo dos negócios alertando sobre a importância da modernização do setor têxtil para atender às novas necessidades do consumidor que está mais exigente a cada dia. A palestra marcou o primeiro dia da Feira Costure Melhor, promovida em comemoração aos 25 anos da Kappaun’s, empresa que apresenta solução para confecções.

 

 

Famosa por seus comentários pertinentes em programas de Tv’s, blogs e jornais, Glória é autora dos livros “Chic”, “Chic Homem”, “Alô Chics” e “Chiquérrimo: Moda e Etiqueda em Novo Regime”, que ultrapassaram a marca de 200 mil exemplares vendidos.

 

 

Em coletiva realizada na Saison Spa em Itaipava, Glória ressaltou que ficou surpresa com o peso que a moda tem em Petrópolis e da diversidade que a cidade possui e ressaltou os benefícios que Petrópolis possui em ter uma faculdade de moda. Já que os novos profissionais renovam e movimentam o setor.

 

 

A palestra ministrada pela consultora abordou três aspectos importantes do mercado da moda: o consumidor, a indústria e o comércio. Para ela, as últimas décadas foram responsáveis por uma grande mudança no perfil do consumidor, o que tem exigido a atualização dos demais elos do mercado.

 

 

“O cliente dos anos 80 aguardava a orientação do comércio para saber da moda. Hoje, esse consumidor é muito informado e informatizado, por isso, se tornou mais exigente. A palavra estilo tem mais importância, hoje, que a moda. Moda é oferta e estilo é escolha”, disse. Segundo a consultora, o consumidor busca na moda uma nova maneira para se expressar, a roupa precisa combinar com a sua personalidade. “Os consumidores querem mostrar sua individualidade e ainda exigem preço, serviço e qualidade.”, alertou.

 

 

Para atender a tantas exigências dos consumidores, a saída, segundo Kalil, é a modernização da indústria brasileira, já que ela conta com a concorrência dos produtos chineses e indianos e com problemas internos como alta carga tributária, câmbio desregulado, legislação do trabalho ineficiente e carga alfandegária. Ela ressaltou que a indústria precisa manter o parque industrial atualizado, ter equipe capacitada, possuir nitidez em relação ao segmento que será atendido, criatividade e design para competir no mercado. “Se não houver originalidade haverá apenas uma guerra de preços”, declarou Kalil.

 

 

Se por um lado, o Brasil está na mira de marcas internacionais e de grandes redes de lojas, por outro lado, muito ainda deve ser feito para que a moda nacional ganhe o mundo. “Nenhuma marca de roupa brasileira é reconhecida internacionalmente, apenas as Havaianas”, lembrou a consultora, explicando que isso se deve à falta de investimentos na consolidação das marcas.

 

 

Assim como a indústria, o comércio, para a consultora, também precisa estar atento às mudanças: “A cara da loja precisa ser a cara do produto e a cara do consumidor. Quanto melhores forem os serviços prestados pelas marcas brasileiras, melhor. O que vende é a moda e não a roupa. Moda passa a sensação de atualidade e, logo, movimenta o consumo”, falou.      

 

 

A consultora ainda destacou a necessidade de especialização, criatividade e treinamento dos profissionais do ramo, qualificando o atendimento ao cliente. Para ela, é fundamental perceber a diversidade do consumidor como uma grande oportunidade de mercado. “O Brasil pode conquistar o mercado internacional se conseguir transmitir para a moda essa simpatia brasileira que o estrangeiro tanto admira”, finalizou Glória.

 

 

 

 

 

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