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11 de Setembro de 2009 | 15:39

A mulher no comando da história

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Em diversas nações, muitos homens foram responsáveis por revoluções, atos de independência e conquistas. No geral, foram protagonistas dos rumos da história. Mas o passado não foi construído apenas pelo empenho dos homens. O sexo, nada frágil, teve - e continua tendo - papel fundamental nos acontecimentos, fosse à frente das decisões ou nos bastidores, apoiando as iniciativas masculinas. Quem não sabe, por exemplo, que a abolição da escravatura, no Brasil, foi assinada por uma mulher?

Foram rainhas, princesas, pacifistas, artistas, mães, filhas e esposas que contribuíram para a construção da sociedade. A história de Petrópolis e Teresópolis (ambas marcadas pela presença da família imperial brasileira), assim como muitas outras do resto do mundo, foi diretamente influenciada por mulheres. A participação foi tão marcante nas duas cidades, que o fato é lembrado no nome de Teresópolis e em pontos turísticos como a Casa da Princesa Isabel, em Petrópolis.

Em Petrópolis, a participação na história teve como peça fundamental a princesa Isabel Cristina Leopoldina Augusta Miguela Gabriela Rafaela Gonzaga de Bragança e Bourbon. Mulher à frente de seu tempo, Isabel, contribuiu e muito para a criação de novas condutas durante o período da monarquia. Bem mais do que assinar com a pena de ouro a lei de extinção da escravatura no Brasil, ela foi atuante e importante para Petrópolis, mesmo após o exílio.

“Isabel foi uma mulher moderna e com ideias à frente do seu tempo. Em diversos momentos de sua vida, ela estabeleceu uma posição feminina política firme. A princesa acreditava num novo conceito de nação. Quando assinou a Lei Áurea ela já tinha a convicção de que um certo movimento se formaria, que um rebuliço estava prestes a acontecer. Isabel considerava inadmissível que um país ainda ostentasse escravos”, comenta a museóloga do Museu Imperial, Ana Luisa Alonso de Camargo.

Nas entrelinhas da história de Petrópolis, a figura da princesa Isabel ganhava destaque. Regente por três momentos, suas façanhas foram tão grandiosas, que em homenagem ao 166º aniversário da criação de Petrópolis, comemorado em março, o Museu Imperial, abriu uma exposição “A Princesa Isabel em Petrópolis”.

Diferente de ser apenas uma filha de nobres, a princesa teve participação ativa na cidade. Os visitantes da exposição podem conferir, por exemplo, seus inúmeros esforços para que Petrópolis ganhasse uma catedral. Poucos sabem, mas o papel da princesa foi crucial desde a escolha do engenheiro e do estilo até o financiamento da obra da Catedral São Pedro de Alcântara, que hoje abriga seus restos mortais junto ao de seu marido conde d’Eu, do imperador d. Pedro II e de dona Tereza Cristina.

Em Teresópolis, os dias de descanso e lazer da consorte imperatriz, Teresa Cristina, em meados do século XIX, renderam ao local, ainda sem nome, o nascimento da cidade de Teresa. Em 6 de julho de 1891, o então governador Francisco Portela, alçou à freguesia a condição de município, desmembrando o território do município de Magé.

A sua participação, muitas vezes discreta, na história da cidade rendeu a ela uma estátua, símbolo da passagem e homenagem dos munícipes à ilustre figura. Outras tantas construções e obras foram erguidas e receberam o nome da imperatriz, como o palácio que abriga a sede da prefeitura de Teresópolis.

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